É a estrutura que mais afasta o chinês do português, e ela existe por um motivo: quando alguma coisa acontece COM o objeto, o chinês adianta esse objeto para antes do verbo. shūfàngzàizhuōzishàng não é só "pus o livro na mesa" — é "peguei o livro e o deixei ali", com o foco no destino dele.

O verbo não pode ficar pelado: shūfàng não é frase, precisa do resultado atrás — fànghǎo, fàngzàizhuōshàng, fàngjìn. Essa exigência é o que mais derruba brasileiro, porque em português o verbo sozinho já basta.

  • vs bèi
    põe o objeto na frente do verbo com você agindo (ménguānle = "eu fechei a porta", com foco no que aconteceu com ela); bèi faz o contrário — o sujeito sofre a ação (ménbèiguānle, "a porta foi fechada").

  • 请把门关上。
    Qǐng bǎ mén guān shàng.
    Feche a porta (por favor).
    Ordem dos traços
  • 我把作业做完了。
    Wǒ bǎ zuòyè zuò wán le.
    Terminei a lição.
    Ordem dos traços
  • 他把钱包丢了。
    Tā bǎ qiánbāo diū le.
    Ele perdeu a carteira.
    Ordem dos traços

O traço novo de cada etapa aparece em vermelho. Clique no quadro para ver a animação.

Carregando ordem de traços…

Escreva o caractere com o dedo (ou o mouse), traço a traço. O contorno guia você e some conforme acerta.

A construção é o divisor de águas do HSK3: ela pega o objeto e o coloca antes do verbo, exigindo que algo tenha acontecido com ele. Por isso shūkànle funciona (o livro foi lido inteiro) e shūhuan não existe — gostar não muda o livro de estado.